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Assassin’s Creed
22.11.2007
Esta é a história de um certo Senhor. O seu nome é Altair e ele é um Assassino a soldo. O assassínio é o trabalho diário de Altair, mas ele também é inigualável no Parkour moderno. Parkour moderno, ouço-vos perguntar? Bem, este é um desporto louco no qual tem que se chegar do ponto A a B o mais rápido possível. Obstáculos tais como paredes de casas, cercas ou escadas são ultrapassados escalando-os ou saltando e os movimentos vertiginosos estão na ordem do dia. Contudo, com Assassin’s Creed isto não é tanto um caso de movimentos vertiginosos mas sim “movimentos chatos”.
[UPDATE]
As primeiras impressões são causadas pelas quebras relacionadas como o novo firmware 2.00. Desligando o Newsticker (Quadro de Informação), por exemplo, deverá provocar menos problemas. Desde que trouxe a queda do Assassino em desgraça, é altura de se redimir e recuperar a honra da sua insidiosa associação de assassinos. O estatuto de Altair cai de Assassino do Mês para Estagiário e, de modo a compensar por esta terrorífica entrada no seu CV, ele tem que despachar nove pessoas para o mundo do Além. Assim ordena o Mestre, e o Mestre não irá tolerar quaisquer justificações ou falsas dores de cabeça. Então, vamos pôr as mãos ao trabalho e preparar os cavalos!
Um mundo aberto e maravilhoso espera por si e o seu cavalo, que o levará a locais impressionantes e antigos. Cidades históricas como Damasco, Jerusalém ou Acre podem ser livremente exploradas, e casas típicas locais concluídas com tectos e estruturas em tijolo aguardam que as teste com o seu pulso firme e calçado. Massas de pessoas misturam-se entre vielas e ruas, os comerciantes anunciam a alto som os seus produtos, e guardas dispersos podem lançar olhares desconfiados na sua direcção. Caso a desconfiança se torne demasiado intensa, poderá adoptar a postura de um estudioso devoto e assim escapar à atenção.
Visto que se trata de um espectáculo a solo, tem que evitar chamar a atenção o máximo possível quando comete algo de mau. Caso contrário, os guardas vigilantes rapidamente se tornarão um incómodo, obrigando-o a que fuja e encontre um sítio para se esconder o mais rápido possível. Naqueles dias, as alergias não eram tão comuns, por isso poderia facilmente saltar para dentro de uma meda de feno e, desse modo, escapar aos olhares perseguidores. Bancos e estruturas de jardins também oferecem um bom abrigo. Por isso, desde que ninguém o veja, se saltar de imediato, em breve a procura por si será cancelada.
Caso sofra uma cãibra durante a sua fuga, ou se simplesmente gostar de ficar ensanguentado, pode enviar o seu homem para a batalha. O sistema de luta é muito inovador, tal como o sistema de controlo global, no qual as quatro teclas principais são atribuídas a partes do corpo – o triângulo para a cabeça, o quadrado para a mão que dispara, a cruz para a mão livre e o botão X para as pernas. Desde que o seu dedo esteja nas teclas laterais, permanece no “modo conspícuo” enquanto um toque no botão R1 leva-o para o “modo conspícuo”. Neste modo, pode realizar todo o tipo de truques tais como escalar paredes, realizar saltos audaciosos, contra-atacar, andar de lado, lutar com inimigos, e por aí adiante. Os contra-ataques em particular proporcionam ataques aos oponentes brilhantemente animados.
Assassin’s Creed é inspirado obviamente nas introduções de Parkour, as cenas de luta e os assassinos matreiros. É imensamente divertido correr para o topo de uma parede e em seguida atravessar áreas inteiras sob ataque com saltos de voo alto introduções de hábil escalada e assim deixando os perplexos guardas bem para trás. As águias voam a grande altura sobre altos edifícios, os chamados pontos de vigia, em que todos podem ser escalados que facultam pontos e referências para a sua actual missão. Infelizmente, há pouca variedade no desenrolar das diferentes missões, e tem que procurar primeiro o Escritório do Assassino em cada cidade antes de embarcar numa missão.
Procure o escritório, escale pontos de vigia, bata, roube, espie ou silencie várias pessoas para obter a informação necessária e, em seguida, regresse ao escritório para finalmente receber a ordem para eliminar o alvo em questão. Salvo algumas pequenas excepções, há poucos desvios deste princípio. O jogo irá motivá-lo mesmo até ao final, mas fica com a sensação de que não viu nem conseguiu tudo. Rapidamente, denominaria o jogo de monótono caso não fosse pelas fantásticas e atraentes introduções de acrobacias e acção. Mesmo que todo o desenvolvimento do jogo fosse linear, a história, a qual vive e decide por si próprio, e a forma como o faz, é fascinante.
Por fim, mas não menos importante, o papel elegante em que Assassin’s Creed vem e lhe proporciona o seu ritmo actual, torna-o especial. A tonalidade realística, a sugestão da luz do sol e os horizontes longínquos enormes, cidades lindamente modeladas são totalmente convincentes. As cidades estão submersas numa atmosfera da Idade Média à medida que as percorre com cuidadosas pressões e puxões dos botões do comando. A interacção com todo o ambiente e os objectos que lá encontra proporcionam-lhe uma experiência verdadeiramente vívida. Movimentos, gestos e conversas estão todos muito bem elaborados e contribuem para a verosimilhança dos cenários.
Infelizmente, irá descobrir que existem algumas situações estranhas, especialmente na versão para a PS3. Irá encontrar-se a disputar uma batalha contínua com tremendos e evidentes erros, baixas de fotogramas e quebras do sistema. Os modelos de carácter clonados e as expressões repetidas dos NPC também não são ocorrências ocasionais. Tal como os guardas nem sempre reagem de forma fiável. Mesmo em linha de visão directa, pode atacar o seu alvo com a sua lâmina oculta sem que os guardas venham atrás de si. Contudo, isto não prejudica muito a diversão do jogo. Uma banda sonora dinâmica e emocionante, óptimos efeitos de som e os soberbos gráficos já compensam por isto.
EB
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